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  • Não grave demos, grave singles ou EP's Primeiramente vamos aos fatores históricos da "fita demo". Depois de algumas coisas que falamos no post Dica#1 como a performance; a qualidade da sua composição; vamos então desenvolver algumas análises sobre a tal DEMO, e o cenário da indústria musical até o fim dos anos 90 que ainda existiam muitas grandes gravadoras; de médio e pequeno porte - mas era uma realidade do mercado. Você só teria continuidade em uma carreira musical até então, se você conseguisse um contrato com alguma gravadora. E quando as bandas conseguiam um contrato, a gravadora designava um produtor musical e um estúdio para a gravação sob a supervisão da gravadora que estava investindo dinheiro em artista. Então naquela época não valia a pena gravar seu disco de forma independente, era caro e de certa forma era perda de tempo, tendo em vista que muitas gravadoras queriam ter controle de todo o processo. Então os artistas iam para o estúdio gravar uma DEMO, era popularmente chamada de fita demo, porque vinha de uma gravação mixada para uma fita K7 que era então enviada para as gravadoras com o intuito de demo nstrar o potencial da banda ou do artista. Hoje em dia o papel dessa demo mudou. Ela não é mais um recurso para conseguir um contrato com uma gravadora, mas ainda é importante para o artista independente sentir como estão as suas composições; mostrar para alguns amigos; produtores, e usar essa demo como uma pré produção. Se a banda ouvir essa demo por um tempo e se sentir confortável com todas as linhas criativas das canções; desse ponto em diante pode-se começar a gravação definitiva. O ideal é ensaiar muito a partir dessa demo, gravar mais uma e comparar, sua banda com certeza vai notar uma grande diferença entre as duas demos . Mas preste muita atenção em um ponto importante sobre as Demos: uma coisa ainda não mudou nas demos modernas; elas não são feitas para serem lançadas! Segure sua ansiedade e mantenha essa demo secreta; ela é uma projeção de um trabalho futuro. historicamente as demos não são para serem lançadas; elas eram descartadas ou escondidas a sete chaves após a contratação da banda por alguma gravadora. Hoje em dia, divulgar uma gravação rudimentar pode ser uma ação falha dentro das estratégias de divulgação modernas. Atualmente existe muito tráfego e velocidade de informação. Caso sua banda cometa um erro estratégico na fase embrionária, é muito difícil que isso possa ser revertido. Um seguidor perdido quando a sua banda é iniciante é praticamente um seguidor inexistente no futuro; então segure a sua ansiedade e de cada passo no seu tempo. Planejamento e seriedade são fundamentais para qualquer estratégia de marketing. Depois dessa demo você vai lançar um Single; um EP; um disco! Nunca lance demos!
  • 70% da qualidade do seu material está na coerência da sua performance! Vamos começar falando da relação da banda com o produtor, e desmistificar um pouco a importância ou - falando de outra forma - qual é a verdadeira responsabilidade do produtor, e esclarecer o papel desse profissional na qualidade da sua gravação. Um produtor é importante para organizar suas ideias com o olhar técnico do que será gravado, ele consegue pensar no seu arranjo imaginando os overdubs, linhas adicionais, organizar os espaços para organizar os elementos adicionais, testar os limites de cada músico. Mas o produtor não vai transformar uma banda ruim em uma banda boa; uma música ruim em uma boa; e principalmente não vai conseguir trazer performance se o músico não se sentir seguro, e imerso na sua própria composição. Com bandas e artistas independentes, nós partimos pelo princípio que tudo é feito pela banda; e quando falamos de mainstream , as composições são compradas e os artistas são intérpretes da canção. Mas no cenário independente isso raramente acontece; e os artistas estão completamente envolvidos na sua composição. Podemos usar como exemplo o mainstream neste capítulo para ilustrar a importância da performance, nesses casos o que o produtor faz é a imersão dos músicos com o artista na composição, que se foi comprada em um catálogo podemos presumir que é boa. Nesse caso basta ser bem tocado, com instrumentos certos; performance coerente; e essa equação corresponde a mais de 70% da qualidade final. Não imagine que um bom produtor, ou um excelente estúdio vão fazer a sua música ficar boa; isso é um completo equívoco! De nada adianta um microfone Telefunken em um violão Martin; em uma mesa Neve com compressores Manley se você não conseguir tirar do seu instrumento. Esses excelentes produtores e seus equipamentos não vão tocar por você! Se sua música for ruim, de nada vai adiantar você investir rios de dinheiro em uma gravação em um excelente estúdio ou com um produtor premiado. O que vai acontecer se você fizer isso é que no final do processo você terá uma gravação plástica; cheia de edição igual a muitas outras coisas. As pessoas podem até ouvir e gostar (gosto não se discute, muito, rs); mas se a sua música não tiver coração; ela não vai cativar e engajar o público. Não seja prepotente, o público não é burro, eles percebem quando a música tem ou não aquela entrega do músico. Tampouco, considere como seu público a sua ampla rede de amizades! Vamos olhar um pouco para o passado para ilustrar melhor o que estamos falando. Os melhores discos da história não são as melhores gravações. E digo mais; se entrarmos em uma análise técnica mais profunda; veremos que a qualidade de muitas gravações são péssimas. No começo das gravações multi-track, nos anos 60 ninguém sabia o que estava fazendo; os equipamentos de áudio para mixagem (compressores, equalizadores e etc) eram herança da segunda guerra mundial; e aos poucos os engenheiros iam colecionando e testando esses equipamentos que poderiam contribuir para a limpeza daquela gravação rudimentar. Ou seja, ninguém sabia direito o que estava fazendo, os engenheiros de som estavam experimentando; muitas das primeiras gravações stereo a bateria estava de um lado, guitarra do outro, baixo de um lado, vocal no meio… muito estranho; isso acabou até virando uma estética de mixagem; mas isso era pura experimentação. A maioria das gravações dessa época - e estamos falando de Ray Charles; Etta James; Beatles; Jonny Cash; Frank Sinatra e etc - não são as gravações que falam mais alto; e sim a perfeição performática desses artistas; as canções eram perfeitas; a performance era perfeita; e a gravação era a melhor possível . Hoje em dia o cenário técnico é bem diferente, você consegue gravar com muita qualidade, em qualquer estúdio que consiga gravar que tenha uma interface razoável de 16 canais simultâneos; que tenha uma coleção bacana de plug-ins; e dessa forma você pode deixar a sua performance e a sua canção respirar. Com toda a certeza do mundo: se sua canção for boa; se tua performance estiver concisa; verdadeira; se você souber afinar bem seus instrumentos; trabalhar com o seu equipamento; escolher bem seu equipamento pessoal; você não vai precisar de um setup de estúdio dos sonhos. Lembre-se: vc toca canções; não toca compressores; equalizadores ou prés valvulados; isso existe para que suas canções brilhem. Mas sem performance a suas canções são um portfólio digital de algum técnico; não são mais do que "zeros e um". Mais uma vez, é muito importante que você coloque a bola no chão e faça uma analise isenta de sentimentos pela sua banda. Seja capaz de ouvir muitas críticas de um produtor, e evolua profissionalmente. Não estou falando sobre liberdade criativa, e sim sobre EGO. Se considerarmos agora, que sua performance é coerente, e que está tudo bem colado na sua composição, seria uma insanidade dizer que um excelente estúdio e/ou um grande produtor não elevaria a barra da sua sonoridade. Logicamente que um bom estúdio ajuda - e muito - muito nesse caso; porém, um estúdio razoável; com preço razoável; com excelente aporte técnico; podem ser uma ótima saída para sua canção!
  • Podemos entender o áudio digital seguindo em uma linha de raciocínio bem simples: ao gravarmos um som, estamos transformando uma energia mecânica em elétrica através de um microfone ou captador, e por fim estamos transformando um sinal elétrico em uma palavra digital. O mesmo processo acontece ao escutarmos esse som em um auto falante, a palavra digital é transformada em sinal elétrico, que por sua vez é amplificado movimentando um auto falante que produz som - novamente de forma mecânica. Esse processo acima é chamado de AD/DA - que é a conversão de analógico para digital e digital para analógico. Ou seja, a sua interface de áudio é um conversor AD/DA Agora vamos entender todos detalhes do áudio digital: Números Binários: O audio digital é codificado em dígitos binários, ou seja 0 e 1 (zero e um), e sempre aparecem em pares. Bit e Sample Rate: No protools você irá perceber que no dashboard inicial você deve escolher uma opção nos mostradores de Bit Depht e Sample Rate, e agora vamos entender o que são essas duas informações, a sua importância e sua aplicação na prática gerando os resultados sônicos. Sobre o Bit Depht: O que queremos definir com essa escolha da taxa de bits - e se traduzirmos ao pé da letra do inglês (bit depht), a profundidade de bit - a quantidade de informação ou possibilidades de registro de informações binárias. A equação 2ˆn (2 elevado a n)explica a resultante de possibilidades de registro por bit, sendo 2 porque o audio digital é sempre uma linguagem binária N é a quantidade de bits teremos a seguinte tabela de possibilidades de escrita: 1 bit - 2ˆ1 = 2 possibilidades 2 bit - 2ˆ2 = 4 possibilidades 3 bit - 2ˆ3 = 8 possibilidades 6 bit - 2ˆ6 = 64 possibilidades 16 bit -2ˆ16 = 65536 possibilidades 24 bit - 2ˆ24 = 16777216 possibilidades O Bit Depht está totalmente ligado a dinâmica do som. Antes de nos aprofundarmos nessa informação, lembre-se dos áudios de 8 bit e como eram artificiais. Isso por que tinham poucas possibilidades de escrita e a dinâmica acabava se limitando. Tente entender que apesar de uma amplitude limitada, todo instrumento musical ou fonte sonora tem uma abrangência enorme de dinâmica se pensarmos no que compõem os timbres, e suas harmônicas. Quanto mais limitarmos esse detalhamento menos naturalidade teremos. A equação 20.log(2ˆn+1 / 2ˆn)= 6dB Isso significa que ao relacionarmos duas grandezas com amplitude digital (por código binário), onde uma delas acrescenta mais uma informação de 1 bit, teremos a quantização sônica de um bit. Isso significa que 1bit = 6bB Complicou quando falei sobre essa equação, não é? Porém é simples: essa segunda informação é a representação da descompressão, e assim como o áudio mecânico só existe através da pressão e descompressão, o áudio digital só existe com no mínimo uma sequência de dois bit de qualquer bit depht. Com isso entendemos o conceito de falta de naturalidade de um áudio em 8bit. A clareza desse audio não está somente relacionada a capacidade de escrever uma informação digital binária relacionada a volume, mas toda a relação de volumes das diferentes harmônicas que são o que compõem o timbre. Na tabela a seguir entenderemos a capacidade de quantização, ou seja a capacidade de entendimento de dinâmica que um bit pode escrever em informações digitais: 1 bit = 6dB 2 bit = 12dB 6 bit = 36dB 8 bit = 48dB 16 bit = 96dB 24 bit = 144dB Ou seja, quanto mais dinâmica ou riqueza de timbre, maior é a quantidade de bit que precisamos. A cada amostra de audio, seus dsp's criam uma palavra digital que representa o valor mais próximo de acordo com o critério que lhe foi atribuído no Bit Depht. Ou seja, nada que não tenha sido observado pelos seus dsp's nas pontas da dinâmica será amostrado, existem duas siglas que ilustram essa regra: MSB - Most significant bit - Nada além do bit mais significativo é representado sonicamente LSB - Least Significant Bit - É a ultima informação registrada, abaixo dele nada será representado. Ou seja, tudo o que supostamente deveria estar acima do MSB ou abaixo do LSB não existe para o áudio digital. A sigla dBFS (db Full Scale) define outra observação importante quando falamos de amplitude de sinal, sendo que o volume máximo entendido pelo conversor no processo AD/DA é 0dB (zero dB). Isso significa que a representatividade dessa amplitude é negativa, ou seja: Para todos os bits o volume mais alto é 0dB e a amplitude real é: 8 bit: -48dB 16bit: -96bB 24bit: -144dB 32 Bit Float A partir do Pro Tools 10 foi introduzido o Bit Depth de 32 Bit Float - ou 32 Bit flutuantes. Vamos entender o que é isso e o que significa na prática. Um audio em 32 Bit Float na verdade é um audio em 24 bit com 8 bit adicionais exclusivamente aplicados ao volume. Ou seja com 32 Bit Float nós temos um Headroom de 48dB para volume exclusivamente. Na prática isso funciona para redesenhar clips, por que a informação binária relacionada à qualidade ou a proximidade natural do audio que está sendo convertido ainda se aplica na capacidade de registro binário do bit depht de 24 bit. O que significa que você terá um áudio com a 16777126 possibilidades de registros binários e 256 possibilidades adicionais de amplitude de dBFS. Sample Rate: O Sample Rate é a taxa de amostragem do áudio. Em outras palavras significa a amplitude de sinal que a sua interface vai enxergar. Ao definir um Sample Rate você está dizendo para o seu conversor digital que está entrando um sinal elétrico com uma amplitude pré definida e limitada. O que acontece é que a cada segundo a sua interface irá enxengar uma certa quantidade de amostras de áudio. A quantidade de amostras é o seu sample rate, e é muito fácil de entender com a seguinte tabela: 44.1kHz - 441000Hz = 44100 samples ou amostras por segundo 48kHz - 48000Hz = 48000 amostras por segundo 96kHz - 96000Hz = 96000 amostras por segundo Todos nós sabemos que o ouvido humano é capaz de escutar uma amplitude sônica com a amplitude de 20Hz a 20kHz(20000Hz). Então porque o sample rate é sempre no mínimo um pouco mais que o dobro da frequência máxima que escutamos? Isso é explicado pelo Teorema de Nyquist: "Para que um sinal seja amostrado com fidelidade, a frequência de amostragem deve ser no mínimo o dobro". Na prática isso também para evitar reflexões de ruídos decorrentes da conversão digital para o a amplitude sônica que escutamos. Com isso, qualquer ruído digital nas harmônicas do audio que estamos amostrando, serão refletidas em uma abrangência sônica que não podemos escutar, e não serão reproduzidas por nenhum auto-falante. Esse ruído é conhecido como ALIAS, e o valor da amostragem é maior do que o dobro para que diminua-se a possibilidade de formação de ALIAS durante a conversão digital. Isso é explicado pela seguinte equação: Fs ≥ 2xFmax (teorema de nyquist) Fs - F = F alias Então: 44.100Hz - 20000Hz = 24.100Hz alias Um outro motivo pelo qual a amostragem é o no mínimo o dobro da frequência real a ser amostrada é para possibilitar a reconstrução do sample. Essa reconstrução também é conhecida como OVERSAMPLING.